Usos do livro didático de alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental em Foz do Iguaçu

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Usos do livro didático de alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental em Foz do Iguaçu

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Title: Usos do livro didático de alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental em Foz do Iguaçu
Author: Andre, Tamara Cardoso
Abstract: Resumo: investigação etnográfica sobre os usos do livro didático de alfabetização em uma escola municipal de Foz do Iguaçu, PR, realizada durante o ano letivo de 2010. Observa duas salas de aula e entrevista duas professoras a partir da etnografia educacional, principalmente na perspectiva de Rockwell, problematizando as seguintes questões: como as professoras usam o livro didático de alfabetização? Qual a importância do livro didático na cultura da escola? O que as professoras enfatizam mais na alfabetização, o ensino do código escrito ou as atividades envolvendo os usos sociais e significativos da leitura e da escrita? Analisa os dois livros didáticos adotados na escola, o Porta Aberta: Letramento e Alfabetização Linguística, distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático, e o Alfabetização Fônica: Construindo Competência de Leitura e escrita, adquirido pela prefeitura de Foz do Iguaçu e cujo uso foi cobrado e fiscalizado por representantes da secretaria municipal de educação. Analisa teoricamente os dois livros didáticos e as relações com as concepções e métodos de alfabetização que fazem parte da história da educação no Brasil. Faz uma crítica ao método fônico de alfabetização. Mostra que os livros didáticos utilizados não contemplam, em suas propostas, a instrumentalização para o trabalho com as variações linguísticas presentes na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Discute o livro didático como instrumento de políticas municipais que buscam padronizar a alfabetização por meio de parcerias com empresas privadas. Questiona se é possível padronizar a alfabetização por meio do livro didático em um contexto plurilinguístico. Observa como as professoras adaptam os livros didáticos às crianças que chegam ao primeiro ano do ensino fundamental com cinco anos de idade e sem terem cursado a educação infantil, produzindo um ensino embasado nos preceitos escolanovistas e tecnicistas sobre a maturidade necessária para a alfabetização. Conclui que na cultura da escola o livro didático participa de processos de bricolagens (CERTEAU, 1994), múltiplas formas de usos e apropriações que as professoras fazem das teorias educacionais e livros didáticos a partir dos interesses, saberes e necessidades próprios. Observa que as professoras mesclam, com os usos do livro didático, práticas arraigadas, como o método silábico e os usos de abecedários e silabários. Mostra que, por meio de diálogos nos quais brincam e explicam as palavras para os alunos, as professoras tentam tornar significativas as atividades voltadas unicamente para o ensino do código escrito. No entanto, os alunos ao realizarem exercícios que visam ensinar as relações entre letras e sons, como completar palavras com letras que faltam, não efetuam a leitura das palavras, produzindo apenas o traçado mecânico das letras. Os alunos se esforçam para ler quando os textos são significativos, superando as dificuldades oriundas das diferenças entre fala e escrita. Conclui que a adoção obrigatória do método fônico induziu as professoras a enfatizarem os exercícios mecânicos de codificação e decodificação do escrito, em detrimento de atividades reais e interativas de empregos da leitura e da escrita...
URI: http://hdl.handle.net/1884/27323
Date: 2012-05-29

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